Na verdade, antes de dormir eu fui ao mercado fazer uma pequena compra, pois eu tinha fome. Papel higiênico, desodorante, sabonete, bolo rocambole, pães, maionese, água e refrigerante. 112 Libras Egípcias! Isso mesmo, assustei-me com o preço, mas o que faltava mesmo era eu aprender a lidar com o dinheiro de lá. 
Sem dizer que eu tive que arcar com quase LE300 pelas 7 noites do hostel. Se nao me engano foi isso.
Alimentei-me ali mesmo no quarto.
Fiquei com medo de mosquitos, eu nao havia tomado nada contra as possíveis doenças, e a janela nao tinha vidros, contudo, nao havia sinal de mosquitos. Dormi.
Algum tempo depois, ainda de madrugada, fui acordado por gritos de um manifesto que vinha lá das ruas. Podia ouvir de longe como um coro que repetia as palavras de um líder, com gritos do fundo dos pulmões. Meus dias no Egito coincidiram com alguns manifestos e consequentes conflitos com a polícia. Que se estenderam por vários dias. Eles lutavam por seus direitos, afinal eles estavam sem um presidente, eles queriam eleições sem fraudes. Superficialmente falando.
Quem entende árabe pode traduzir os dizeres da imagem ao lado. Quando você andava pelas ruas e eles te reconheciam como turista, logo eles vinham e gritavam “Revolution! Revolution!”. Enfim, adiantei um assunto que tratarei mais adiante.
Gravei os manifestos. Voltei a dormir. Tudo tranquilo.
Na manhã seguinte era hora de relaxar. Começar o dia devagar. Tomar um banho. Aprender sobre as peculiaridades do hostel.
Analisar os outros hóspedes. Comprar o café da manhã que eles oferecem! Egypcian Breakfast. Pao com manteiga ou geleia, ovo cozido e um café com leite básico. Nada de mais. Eu particularmente nao gostei e nao comprei mais.
O hostel era esse. Aquele do Terraço. Aos poucos fui conhecendo o pessoal. Com cumprimentos passageiros. O que nao faltava eram os gatos. Animal sagrado por lá. Este aí queria toda hora entrar no meu quarto.





