capturo-me na adrenalina post-scriptum
no meu canto vago em pensamentos veementes
balbucio entre passos e universos
balbucio entre o que se criou e se abortou
balbucio entre o auto-e-o-conflito
e meus sonhos aflitos
balbucio entre voltar ao convívio social
e a vontade de aqui me capsular

nessa adrenalina boa infernal
sair na contra-mão do que em mim vive
o ser subjetivo de não saber

dessa vez não houve vinho
talvez não haja jamais